Mostrando postagens com marcador sucesso. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador sucesso. Mostrar todas as postagens

segunda-feira, 25 de janeiro de 2016

Sucesso é igual a perseverança

Eu tinha 9 anos quando ganhei uma medalha conferida pela melhor redação da escola. Era uma escola pública do interior de Minas.
Naquela época eu fiquei realmente feliz. Depois disso,acreditei que poderia escrever e que seria fácil. Para variar, não foi bem assim que aconteceu. Eu e minha família nos mudamos de cidade, para uma cidade maior, e a criançada dessa cidade tinha muito mais estímulos que eu, mais acesso a informações e eu comecei a ver que as coisas não seriam tão fáceis. Vez por outra ainda conseguia escrever uma ou outra boa redação. 
Na adolescência, eu mantinha uma espécie de diário. Escrevia alguns textos, contestava, parecia levar jeito para crônicas. Pensei em fazer jornalismo, e muitas vezes sonhava em ser escritora.
Isso nunca aconteceu. E por quê? Hoje, olhando com mais discernimento vejo que não aconteceu porque eu na verdade nunca comecei de verdade. Talvez estivesse acreditando que os duendes ou o coelhinho da páscoa fosse fazer todo esse processo mais fácil. Ai, quanta ingenuidade! Talento, ainda que eu pudesse ter algum, sem esforço, disciplina não levam a lugar algum.
Existe muita gente por aí assim. Têm talento, e passam a vida muitas vezes divertindo os outros numa reunião social porque não conseguiu ir além disso.
Não, não haverá uma fonte ininterrupta com inspirações tornando alguém genial.  
Outro dia ouvi o professor Cortella citando Paulo Freire que dizia que não se podia passar um dia sem uma linha. Se referindo ao fato de que ainda que escrevesse coisas sem nexo que se escrevesse. é É preciso um exercício diário para que algo bom se torne excelente.
Se há algum talento , ou maior facilidade para executar uma tarefa, certamente, quanto mais a praticar melhor ela ser feita.
Se quer ter sucesso precisa perseverar.

domingo, 24 de maio de 2015

O dom

Hoje tive de sair cedo, numa empreitada, nova de vida aos 41 anos, encarar o trânsito numa scooter. Ainda tenho reminiscências do terror que era pensar em pegar no volante. Foram longos seis anos desde que peguei a habilitação e enfim encarei a estrada. Depois de treino e mais treino na auto-escola. Já li que há uma correlação de como dirigimos a vida e encaramos a direção de um carro. Lastimável ver quem em alguns momentos a nossa vida se revela caótica. Mas o importante é não desistir.
Vou continuar enfrentando o trânsito. Agora num arremedo de moto elétrica de criança, só que para adultos.
Porém essa nova situação me fez pensar em outras tantas da vida e no motivo que dei esse título ao blog: Não era bem assim. Por muitas vezes me senti frustrada ou diminuída, por que via as pessoas conseguirem fazer coisas ordinárias , no sentido de comuns, e pra  mim, uma imensa dificuldade. Pessoas, que à vezes nem se davam ao trabalho de refletir sobre o que estavam fazendo e faziam muito bem. Enquanto eu, que pesquisava, buscava métodos de melhorias, total fiasco!
Um dia, na minha eterna busca poe esclarecimentos, assistia uma palestra no youtube, do Dr. Mário Sérgio Cortella, infelizmente agora não me recordo qual, mas ele tratava da questão do dom a certa altura da palestra. E contava que o Pelé, em suas extraordinárias atuações,  contava com um dom, o Dondinha, o seu pais, que após os treinos o fazia ficar mais duas horas treinando jogadas e olhar direto para o sol, para que não perdesse cabeciadas em dias que fosse jogar com o sol a pino.
Aqueles grandes oradores que conseguem prender minha total atenção enquanto falam , muitas vezes de coisas corriqueira, que eu poderia ter fácil informação, no entanto, eles deram uma roupagem tão bonita... Nenhum deles sequer nasceu sabendo falar. Ou seja, houve um longo tempo de preparo, de insistência em melhorar.
Assim deveria ser nossa postura diante da vida.Talvez o grande problema seja essa velocidade exigida nos tempos atuais, não nos permitem muitas tentativas, querem tudo para ontem.  Contudo sempre que encontrar alguém lamentando suas dificuldades ou alegando incapacidades, vou dizer: se eu consigo, se tantos por aí com menos habilidade, e até deficiência conseguem, você também pode. Tem que insistir. Pode ser que precise dar uma parada para tomar fôlego, mas precisa insistir.